Mulheres que desejam engravidar e recebem o diagnóstico de câncer de mama, em geral, temem não realizar o sonho da maternidade. O estudo POSITIVE, publicado no New England Journal of Medicine, entretanto, apresenta novas perspectivas para alguns grupos de mulheres que querem ter filhos.
Um dos subtipos de câncer de mama mais frequente é aquele que tem receptores hormonais positivos, ou seja, eles são estimulados pelos hormônios femininos. Uma parte do tratamento contra esses tumores é feita com hormonioterapia, medicamentos que bloqueiam a ação dos hormônios femininos nas células mamárias. Esse tratamento pode ser feito por cinco anos ou mais, dependendo do caso.
Há alguns anos, a recomendação médica era terminar o período de hormonioterapia para tentar engravidar. Como sucesso de engravidar e idade materna tem relação muito forte, esperar cinco anos, em alguns casos, era tempo demais. O estudo POSITIVE, entretanto, mostrou que a interrupção do tratamento de bloqueio hormonal é uma opção segura com acompanhamento médico constante e de qualidade.
Fertilização assistida?
Em uma atualização recente do estudo, a retirada do medicamento também revelou-se segura para as mulheres que fazem a opção da fertilização assistida. Ou seja, a retirada e congelamento de óvulos antes do início ou até mesmo depois do tratamento de câncer de mama.
O estudo sobre a segurança da gravidez após o diagnóstico e tratamento do câncer de mama foi feito com um grupo específico de mulheres. Elas tinham 42 anos de idade ou menos e a doença estava em estágio I, II ou III. Todas receberam terapia endócrina adjuvante por 18 a 30 meses e desejavam engravidar.
Liberadas para engravidar
Para pacientes com câncer de mama em estágio inicial com receptores hormonais positivos, o estudo trouxe também dados mais precisos sobre quando as mulheres podem ser liberadas para a gestação. Em média, após dois anos de tratamento, inicia-se a avaliação para a liberação da gestação sem aumento da recidiva pela interrupção do tratamento, que pode ser retomado após o término da amamentação.
VALE LEMBRAR: cada caso exige avaliação individualizada que leva em conta histórico de saúde, andamento do tratamento e momento de vida da mulher.
Saiba mais: Interrompendo a terapia endócrina para tentar engravidar após câncer de mama | New England Journal of Medicine
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2212856
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Mulheres que desejam engravidar e recebem o diagnóstico de câncer de mama, em geral, temem não realizar o sonho da maternidade. O estudo POSITIVE, publicado no New England Journal of Medicine, entretanto, apresenta novas perspectivas para alguns grupos de mulheres que querem ter filhos.
Um dos subtipos de câncer de mama mais frequente é aquele que tem receptores hormonais positivos, ou seja, eles são estimulados pelos hormônios femininos. Uma parte do tratamento contra esses tumores é feita com hormonioterapia, medicamentos que bloqueiam a ação dos hormônios femininos nas células mamárias. Esse tratamento pode ser feito por cinco anos ou mais, dependendo do caso.
Há alguns anos, a recomendação médica era terminar o período de hormonioterapia para tentar engravidar. Como sucesso de engravidar e idade materna tem relação muito forte, esperar cinco anos, em alguns casos, era tempo demais. O estudo POSITIVE, entretanto, mostrou que a interrupção do tratamento de bloqueio hormonal é uma opção segura com acompanhamento médico constante e de qualidade.
Fertilização assistida?
Em uma atualização recente do estudo, a retirada do medicamento também revelou-se segura para as mulheres que fazem a opção da fertilização assistida. Ou seja, a retirada e congelamento de óvulos antes do início ou até mesmo depois do tratamento de câncer de mama.
O estudo sobre a segurança da gravidez após o diagnóstico e tratamento do câncer de mama foi feito com um grupo específico de mulheres. Elas tinham 42 anos de idade ou menos e a doença estava em estágio I, II ou III. Todas receberam terapia endócrina adjuvante por 18 a 30 meses e desejavam engravidar.
Liberadas para engravidar
Para pacientes com câncer de mama em estágio inicial com receptores hormonais positivos, o estudo trouxe também dados mais precisos sobre quando as mulheres podem ser liberadas para a gestação. Em média, após dois anos de tratamento, inicia-se a avaliação para a liberação da gestação sem aumento da recidiva pela interrupção do tratamento, que pode ser retomado após o término da amamentação.
VALE LEMBRAR: cada caso exige avaliação individualizada que leva em conta histórico de saúde, andamento do tratamento e momento de vida da mulher.
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