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4 exames para diagnosticar o câncer de mama


O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres. De acordo com novas estimativas da IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer), o câncer de mama atingiu 2,3 milhões de pessoas em 2022, o que representa 11,6% dos novos casos. Os dados abrangem 185 países e 36 tipos de câncer.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a previsão é que sejam detectados cerca de 74 mil casos novos de câncer de mama durante 2024. Causado pela multiplicação desordenada das células da mama, ele se apresenta na forma de um tumor que pode atingir outros órgãos. Para garantir um tratamento mais eficaz e diminuir as taxas de mortalidade, é importante fazer o diagnóstico precoce. Nesse sentido, os pacientes contam com exames específicos, sendo que a mamografia é essencial para o diagnóstico precoce (responsável pelo rastreamento do câncer de mama). Conheça a seguir os principais:



Exame clínico

O que é: Realizado na consulta com o médico mastologista. Avalia como estão as mamas. 


Como é feito: Com a paciente sentada são avaliados alguns fatores, como contorno das mamas, presença de retrações ou abaulamentos, simetria mamária e estado da pele. A paciente, então, deita na maca confortavelmente com as duas mãos sob a cabeça. Por meio do dedilhamento da mama, o ginecologista ou mastologista procura nódulos suspeitos, espessamentos, alteração na pele (avermelhada ou semelhante com casca de laranja), mudança na papila e saída ou não de secreção pelo mamilo. 


Quando fazer: Em qualquer idade após o surgimento das mamas ou quando se percebe alguma alteração na região.


Periodicidade: Uma vez por ano, durante a consulta ao ginecologista. Se observar algo diferente nas mamas, a consulta anual deve ser adiantada.


Dica: procure um ginecologista ou mastologista da sua confiança para que você se sinta à vontade durante o exame. E nesse dia evite usar cremes na região.



MAMOGRAFIA

mamografia

O que é: Exame radiológico feito nas mamas, capaz de fornecer imagens com alta resolução. Isso permite a detecção do câncer de mama antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas, o que ajuda na escolha rápida do tratamento adequado e na diminuição da taxa de mortalidade. 


Como é feito: A paciente fica em pé de frente para o mamógrafo e o especialista coloca as mamas sobre uma placa de acrílico e outra placa semelhante exerce pressão. A região fica comprimida entre as placas, para manter uma espessura uniforme. Cada mama é comprimida pelo menos duas vezes e, dependendo dos achados, podem ser necessárias mais imagens. A mulher precisa se manter imóvel e segurar a respiração por alguns segundos para a imagem ficar nítida. Dura de 15 a 30 minutos.


Quando fazer: A mamografia é indicada a partir dos 40 anos pela Sociedade Brasileira de Mastologia e, a partir dos 50 anos, pelo Ministério da Saúde. Em pacientes com alto risco familiar, o rastreamento pode começar aos 35 anos ou até antes. Mas essa indicação deve ser feita pelo mastologista de acordo com o quadro de cada paciente.


Periodicidade: A Sociedade Brasileira de Mastologia indica que o exame seja realizado uma vez por ano. 


Dica: O melhor período para a realização da mamografia é logo após o término da menstruação, quando a mama está menos sensível.



Ultrassom de Mamas

US de mamas

O que é: Exame que mostra imagens da estrutura interna dos órgãos. No caso do ultrassom de mama, o objetivo é detectar lesões, distinguir cistos de nódulos sólidos, verificar o estado das próteses mamárias e identificar possíveis distúrbios e infecções. Funciona como um complemento da mamografia.


Como é feito: Para realizar o exame, a paciente se deita em uma maca e coloca o braço atrás da cabeça. O especialista passa um gel nas mamas e um transdutor rastreia qualquer nódulo ou alteração por meio de ondas sonoras de alta frequência.


Quando fazer: A mamografia é o principal exame para rastreamento do câncer de mama, mas quando o exame não é conclusivo o ultrassom de mamas pode ser importante para auxiliar no diagnóstico. Mulheres jovens com mamas densas também são candidatas a fazer esse exame. Mas, cada caso, deve ser avaliado individualmente pelo médico.


Periodicidade: É variável!  Vai depender da idade da paciente e da densidade das mamas. Também vai depender do risco de câncer de mama que a mesma apresenta. 


Dica: Se tiver muita sensibilidade nas mamas, realize o exame após o período menstrual para evitar incômodo na região.



Ressonância Magnética das Mamas

Rm das mamas

O que é: Exame realizado dentro de uma máquina, que vai avaliar as mamas e procurar por alterações.


Como é feito: A paciente fica deitada de bruços e o corpo é colocado, então, dentro da máquina. Após serem feitas algumas imagens sem contraste, é, então, injetado o gadolínio e mais imagens são realizadas. O exame leva entre 20 e 40 minutos. Durante o exame, não é permitido se movimentar, para não borrar as imagens. 


Quando fazer: A ressonância pode ser usada para complementar a mamografia e esclarecer algum achado. Pode também ser utilizada para rastreamento de câncer de mama em pacientes que apresentam alto risco. É usada em pacientes que iniciaram o tratamento pela quimioterapia. Nesse caso, é feita antes da quimioterapia e após a mesma para avaliar a resposta do tumor ao tratamento. Também pode ser utilizada para planejamento cirúrgico, entre outras indicações.


Periodicidade: Para as pacientes de alto risco para câncer de mama, por fatores hereditários ou por já ter apresentado alguma biópsia mamária que identificou atipia celular pode ser solicitada anualmente. Nas demais pacientes, a periodicidade depende dos achados e tratamento que serão realizados. 



autoexame das mamas

ALERTA!

 O autoexame das mamas é importante para cada paciente conhecer o próprio corpo e observar qualquer alteração nas mamas, mas o autoexame não substitui a mamografia ou outros exames. De qualquer forma, se observar qualquer sintoma suspeito nas mamas, procure imediatamente seu médico.

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4 exames para diagnosticar o câncer de mama


O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres. De acordo com novas estimativas da IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer), o câncer de mama atingiu 2,3 milhões de pessoas em 2022, o que representa 11,6% dos novos casos. Os dados abrangem 185 países e 36 tipos de câncer.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a previsão é que sejam detectados cerca de 74 mil casos novos de câncer de mama durante 2024. Causado pela multiplicação desordenada das células da mama, ele se apresenta na forma de um tumor que pode atingir outros órgãos. Para garantir um tratamento mais eficaz e diminuir as taxas de mortalidade, é importante fazer o diagnóstico precoce. Nesse sentido, os pacientes contam com exames específicos, sendo que a mamografia é essencial para o diagnóstico precoce (responsável pelo rastreamento do câncer de mama). Conheça a seguir os principais:





EXAME CLÍNICO

Exames clínico câncer de mama

O que é: Realizado na consulta com o médico mastologista. Avalia como estão as mamas. 


Como é feito: Com a paciente sentada são avaliados alguns fatores, como contorno das mamas, presença de retrações ou abaulamentos, simetria mamária e estado da pele.  A paciente, então, deita na maca confortavelmente com as duas ãos sob a cabeça. Por meio do dedilhamento da mama, o ginecologista ou mastologista procura nódulos suspeitos, espessamentos, alteração na pele (avermelhada ou semelhante com casca de laranja), mudança na papila e saída ou não de secreção pelo mamilo. 


Quando fazer: Em qualquer idade após o surgimento das mamas ou quando se percebe alguma alteração na região.


Periodicidade: Uma vez por ano, durante a consulta ao ginecologista. Se observar algo diferente nas mamas, a consulta anual deve ser adiantada.


Dica: procure um ginecologista ou mastologista da sua confiança para que você se sinta à vontade durante o exame. E nesse dia evite usar cremes na região.



MAMOGRAFIA

O que é: Exame radiológico feito nas mamas, capaz de fornecer imagens com alta resolução. Isso permite a detecção do câncer de mama antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas, o que ajuda na escolha rápida do tratamento adequado e na diminuição da taxa de mortalidade. 


Como é feito: A paciente fica em pé de frente para o mamógrafo e o especialista coloca as mamas sobre uma placa de acrílico e outra placa semelhante exerce pressão. A região fica comprimida entre as placas, para manter uma espessura uniforme. Cada mama é comprimida pelo menos duas vezes e, dependendo dos achados, podem ser necessárias mais imagens. A mulher precisa se manter imóvel e segurar a respiração por alguns segundos para a imagem ficar nítida. Dura de 15 a 30 minutos.


Quando fazer: A mamografia é indicada a partir dos 40 anos pela Sociedade Brasileira de Mastologia e, a partir dos 50 anos, pelo Ministério da Saúde. Em pacientes com alto risco familiar, o rastreamento pode começar aos 35 anos ou até antes. Mas essa indicação deve ser feita pelo mastologista de acordo com o quadro de cada paciente.


Periodicidade: A Sociedade Brasileira de Mastologia indica que o exame seja realizado uma vez por ano. 


Dica: O melhor período para a realização da mamografia é logo após o término da menstruação, quando a mama está menos sensível.



ULTRASSOM DE MAMAS

ULTRASSOM DE MAMAS

O que é: Exame que mostra imagens da estrutura interna dos órgãos. No caso do ultrassom de mama, o objetivo é detectar lesões, distinguir cistos de nódulos sólidos, verificar o estado das próteses mamárias e identificar possíveis distúrbios e infecções. Funciona como um complemento da mamografia.


Como é feito: Para realizar o exame, a paciente se deita em uma maca e coloca o braço atrás da cabeça. O especialista passa um gel nas mamas e um transdutor rastreia qualquer nódulo ou alteração por meio de ondas sonoras de alta frequência.


Quando fazer: A mamografia é o principal exame para rastreamento do câncer de mama, mas quando o exame não é conclusivo o ultrassom de mamas pode ser importante para auxiliar no diagnóstico. Mulheres jovens com mamas densas também são candidatas a fazer esse exame. Mas, cada caso, deve ser avaliado individualmente pelo médico.


Periodicidade: É variável! Vai depender da idade da paciente e da densidade das mamas. Também vai depender do risco de câncer de mama que a mesma apresenta. 


Dica: Se tiver muita sensibilidade nas mamas, realize o exame após o período menstrual para evitar incômodo na região.



Ressonância Magnética das Mamas

Ressonância magnética das mamas

O que é: Exame realizado dentro de uma máquina, que vai avaliar as mamas e procurar por alterações.


Como é feito: A paciente fica deitada de bruços e o corpo é colocado, então, dentro da máquina. Após serem feitas algumas imagens sem contraste, é, então, injetado o gadolínio e mais imagens são realizadas. O exame leva entre 20 e 40 minutos. Durante o exame, não é permitido se movimentar, para não borrar as imagens. 


Quando fazer: A ressonância pode ser usada para complementar a mamografia e esclarecer algum achado. Pode também ser utilizada para rastreamento de câncer de mama em pacientes que apresentam alto risco. É usada em pacientes que iniciaram o tratamento pela quimioterapia. Nesse caso, é feita antes da quimioterapia e após a mesma para avaliar a resposta do tumor ao tratamento. Também pode ser utilizada para planejamento cirúrgico, entre outras indicações.


Periodicidade: Para as pacientes de alto risco para câncer de mama, por fatores hereditários ou por já ter apresentado alguma biópsia mamária que identificou atipia celular pode ser solicitada anualmente. Nas demais pacientes, a periodicidade depende dos achados e tratamento que serão realizados. 





auto exame mamas


ALERTA!

 O autoexame das mamas é importante para cada paciente conhecer o próprio corpo e observar qualquer alteração nas mamas, mas o autoexame não substitui a mamografia ou outros exames. De qualquer forma, se observar qualquer sintoma suspeito nas mamas, procure imediatamente seu médico.


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