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Exercícios físicos  previnem o câncer de mama

A hormonioterapia é um pilar importante no tratamento do câncer de mama, geralmente indicada para aqueles casos em que os tumores apresentam receptores hormonais. Essa modalidade terapêutica tem se mostrado eficaz na redução do risco de recorrência e mortalidade associadas, tornando-se uma aliada importante para pacientes na batalha contra a doença. 


No entanto, como qualquer tratamento médico, a hormonioterapia vem acompanhada de diversas perguntas e considerações, fundamentais para que as pacientes entendam as implicações e benefícios dessa abordagem.


A seguir, vou responder 15 perguntas essenciais sobre a hormonioterapia no tratamento do câncer de mama, desde o seu funcionamento e indicação até efeitos colaterais e alternativas terapêuticas. Quero esclarecer os aspectos mais importantes com base em evidências científicas e experiências práticas.


1. O que é hormonioterapia, também conhecida como terapia de bloqueio hormonal?

  A hormonioterapia é um tratamento que bloqueia ou diminui a ação do estrogênio, hormônio capaz de estimular o crescimento de células cancerígenas em alguns tipos de câncer de mama. Esse bloqueio ocorre através de medicamentos específicos ou procedimentos, como a remoção dos ovários, para suprimir a produção hormonal.


2. Como ela ajuda no tratamento de câncer de mama? Para quem é indicada?

Este tratamento é indicado especialmente para pacientes com câncer de mama receptor hormonal positivo (ER+). Age impedindo que o estrogênio estimule o crescimento das células cancerígenas. 


3. Por que algumas mulheres na menopausa, que já tiveram baixa hormonal, precisam fazer hormonioterapia?

Mesmo na menopausa, o corpo ainda produz estrogênio em pequenas quantidades, tanto pelo tecidos periféricos, como pelo tecido adiposo. Ocorre também a conversão de androgênios em estrogênio. A hormonioterapia visa minimizar o estrogênio circulante e, assim, diminuir o tamanho do tumor ou evitar o retorno do câncer.


4. Qual o tipo utilizado antes e depois da menopausa? 

Antes da menopausa, são utilizados agentes como o tamoxifeno, que bloqueiam os receptores de estrogênio. Após a menopausa, frequentemente são usados inibidores de aromatase, como anastrozol, letrozol ou exemestano, que reduzem ou bloqueiam a produção de estrogênio pelos tecidos periféricos.


5. Quanto tempo em média dura o tratamento?

O tratamento pode durar de 5 a 10 anos, dependendo do risco individual de recorrência e da resposta ao tratamento inicial.


6. É feito em casa ou no hospital? De que forma?

Geralmente, a hormonioterapia é administrada em casa na forma de comprimidos diários.


7. Quais os riscos desse tipo de tratamento?

 Entre os riscos, estão o aumento da possibilidade de eventos trombóticos e, em alguns casos, o desenvolvimento de osteoporose e problemas cardiovasculares.


8. Quais mulheres não podem fazer a hormonioterapia?

Mulheres com histórico de trombose severa ou eventos cardiovasculares podem ser contraindicadas para certos tipos de hormonioterapia, particularmente o tamoxifeno.


9. Quais os efeitos colaterais físicos do medicamento?

As pacientes podem experimentar sintomas como ondas de calor, secura vaginal, fadiga, ganho de peso e, em alguns casos, dores musculares e ósseas.


10. De que forma a hormônio terapia pode afetar a saúde mental da paciente?

Alterações de humor, ansiedade e depressão são efeitos secundários relatados, devido às mudanças hormonais induzidas pelo tratamento.


11. O que deve ser feito para aliviar os efeitos físicos, emocionais e mentais desse tratamento?

Estratégias incluem a prática regular de atividades físicas e terapia cognitivo-comportamental. Em alguns casos, são utilizados medicamentos para manejo de sintomas específicos. É o caso de pomadas vaginais para diminuir a secura na região


12. Homens com câncer de mama também podem fazer a hormonioterapia?  

Sim, homens com câncer de mama receptor hormonal positivo podem ser tratados com hormonioterapia, geralmente utilizando o tamoxifeno.


13. A hormonioterapia substitui a quimioterapia ou uma independe da outra?

Não é uma substituição, pois cada tratamento tem seu papel específico. A quimioterapia age diretamente sobre as células cancerígenas enquanto a hormonioterapia visa o controle hormonal. Em alguns casos, a paciente pode receber hormonioterapia e não quimioterapia. Em outros, ambos os tratamentos podem ser indicados.


14. Quem faz hormonioterapia tem que tomar outra medicação para fortalecer os ossos já que o bloqueio hormonal aumenta os riscos de osteoporose?

Sim. Em muitos casos indica-se suplementos de cálcio e vitamina D. Para prevenir a perda óssea, são recomendados também medicamentos específicos como bisfosfonatos e reforçada a importância da atividade física.


15. Há uma idade limite para iniciar o tratamento? Por que?

Não há uma idade máxima definida, mas a indicação depende do estado geral de saúde, expectativa de vida e perfil de risco da paciente, com avaliações cuidadosas para assegurar mais benefícios do que riscos. 


As questões acima proporcionam uma visão abrangente sobre hormonioterapia, o que permite aos pacientes e familiares tomarem decisões mais precisas e seguras sobre o tratamento do câncer de mama. Além disso, é essencial o acompanhamento médico contínuo para ajustar as estratégias terapêuticas conforme for necessário.



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A hormonioterapia é um pilar importante no tratamento do câncer de mama, geralmente indicada para aqueles casos em que os tumores apresentam receptores hormonais. Essa modalidade terapêutica tem se mostrado eficaz na redução do risco de recorrência e mortalidade associadas, tornando-se uma aliada importante para pacientes na batalha contra a doença. 


No entanto, como qualquer tratamento médico, a hormonioterapia vem acompanhada de diversas perguntas e considerações, fundamentais para que as pacientes entendam as implicações e benefícios dessa abordagem.


A seguir, vou responder 15 perguntas essenciais sobre a hormonioterapia no tratamento do câncer de mama, desde o seu funcionamento e indicação até efeitos colaterais e alternativas terapêuticas. Quero esclarecer os aspectos mais importantes com base em evidências científicas e experiências práticas.


1. O que é hormonioterapia, também conhecida como terapia de bloqueio hormonal?

  A hormonioterapia é um tratamento que bloqueia ou diminui a ação do estrogênio, hormônio capaz de estimular o crescimento de células cancerígenas em alguns tipos de câncer de mama. Esse bloqueio ocorre através de medicamentos específicos ou procedimentos, como a remoção dos ovários, para suprimir a produção hormonal.


2. Como ela ajuda no tratamento de câncer de mama? Para quem é indicada?

Este tratamento é indicado especialmente para pacientes com câncer de mama receptor hormonal positivo (ER+). Age impedindo que o estrogênio estimule o crescimento das células cancerígenas. 


3. Por que algumas mulheres na menopausa, que já tiveram baixa hormonal, precisam fazer hormonioterapia?

Mesmo na menopausa, o corpo ainda produz estrogênio em pequenas quantidades, tanto pelo tecidos periféricos, como pelo tecido adiposo. Ocorre também a conversão de androgênios em estrogênio. A hormonioterapia visa minimizar o estrogênio circulante e, assim, diminuir o tamanho do tumor ou evitar o retorno do câncer.


4. Qual o tipo utilizado antes e depois da menopausa? 

Antes da menopausa, são utilizados agentes como o tamoxifeno, que bloqueiam os receptores de estrogênio. Após a menopausa, frequentemente são usados inibidores de aromatase, como anastrozol, letrozol ou exemestano, que reduzem ou bloqueiam a produção de estrogênio pelos tecidos periféricos.


5. Quanto tempo em média dura o tratamento?

O tratamento pode durar de 5 a 10 anos, dependendo do risco individual de recorrência e da resposta ao tratamento inicial.


6. É feito em casa ou no hospital? De que forma?

Geralmente, a hormonioterapia é administrada em casa na forma de comprimidos diários.


7. Quais os riscos desse tipo de tratamento?

 Entre os riscos, estão o aumento da possibilidade de eventos trombóticos e, em alguns casos, o desenvolvimento de osteoporose e problemas cardiovasculares.


8. Quais mulheres não podem fazer a hormonioterapia?

Mulheres com histórico de trombose severa ou eventos cardiovasculares podem ser contraindicadas para certos tipos de hormonioterapia, particularmente o tamoxifeno.


9. Quais os efeitos colaterais físicos do medicamento?

As pacientes podem experimentar sintomas como ondas de calor, secura vaginal, fadiga, ganho de peso e, em alguns casos, dores musculares e ósseas.


10. De que forma a hormônio terapia pode afetar a saúde mental da paciente?

Alterações de humor, ansiedade e depressão são efeitos secundários relatados, devido às mudanças hormonais induzidas pelo tratamento.


11. O que deve ser feito para aliviar os efeitos físicos, emocionais e mentais desse tratamento?

Estratégias incluem a prática regular de atividades físicas e terapia cognitivo-comportamental. Em alguns casos, são utilizados medicamentos para manejo de sintomas específicos. É o caso de pomadas vaginais para diminuir a secura na região


12. Homens com câncer de mama também podem fazer a hormonioterapia?  

Sim, homens com câncer de mama receptor hormonal positivo podem ser tratados com hormonioterapia, geralmente utilizando o tamoxifeno.


13. A hormonioterapia substitui a quimioterapia ou uma independe da outra?

Não é uma substituição, pois cada tratamento tem seu papel específico. A quimioterapia age diretamente sobre as células cancerígenas enquanto a hormonioterapia visa o controle hormonal. Em alguns casos, a paciente pode receber hormonioterapia e não quimioterapia. Em outros, ambos os tratamentos podem ser indicados.


14. Quem faz hormonioterapia tem que tomar outra medicação para fortalecer os ossos já que o bloqueio hormonal aumenta os riscos de osteoporose?

Sim. Em muitos casos indica-se suplementos de cálcio e vitamina D. Para prevenir a perda óssea, são recomendados também medicamentos específicos como bisfosfonatos e reforçada a importância da atividade física.


15. Há uma idade limite para iniciar o tratamento? Por que?

Não há uma idade máxima definida, mas a indicação depende do estado geral de saúde, expectativa de vida e perfil de risco da paciente, com avaliações cuidadosas para assegurar mais benefícios do que riscos. 


As questões acima proporcionam uma visão abrangente sobre hormonioterapia, o que permite aos pacientes e familiares tomarem decisões mais precisas e seguras sobre o tratamento do câncer de mama. Além disso, é essencial o acompanhamento médico contínuo para ajustar as estratégias terapêuticas conforme for necessário.




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