Você sabia que praticar exercícios físicos com regularidade é indicado para a prevenção e tratamento do câncer de mama? Estudos realizados em universidades e centros de pesquisas no Brasil, Estados Unidos e Canadá indicam que manter-se fisicamente ativo pode reduzir significativamente o risco de desenvolver o câncer de mama.
De acordo com dados da Universidade de São Paulo (USP), a prática de atividades físicas pode diminuir de 20% a 30% o risco de câncer de mama. Isso acontece devido ao impacto dos exercícios em relação aos níveis hormonais, especialmente os de estrogênio, e à diminuição do sobrepeso e obesidade, fatores associados ao desenvolvimento do câncer de mama.
O Papel do Exercício no Controle do Peso
A obesidade também é identificada como um fator de risco para o câncer de mama. A Organização Mundial da Saúde (OMS), inclusive, reconhece que aproximadamente 25% dos casos de câncer de mama são desencadeados pelo sobrepeso e pela obesidade. Os exercícios regulares, por sua vez, ajudam a reduzir a quantidade de gordura corporal, considerada uma fonte de estrogênio pós-menopausa, capaz de influenciar o desenvolvimento de células cancerígenas.
Para combater a obesidade e prevenir o câncer de mama, é importante escolher atividades específicas. Dados da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos, destacam que exercícios aeróbicos, como caminhadas, corridas leves, ciclismo e natação são particularmente eficazes. Além de serem excelentes para o controle de peso, eles melhoram a saúde cardiovascular, ajudam na regulação hormonal e fortalecem o sistema imunológico.
Exercícios no Tratamento do Câncer de Mama
Os benefícios dos exercícios não se limitam à prevenção. Durante o tratamento de câncer de mama, atividades físicas podem ser integradas para melhorar a qualidade de vida das pacientes. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) sugere que os exercícios combatem a fadiga, reduzem o estresse e promovem a sensação de bem-estar de mulheres em tratamento de câncer de mama.
A prática de exercícios, no entanto, deve ser adaptada a cada fase do tratamento:
• Pré-cirúrgico e Radioterapia
Exercícios leves como caminhada e yoga são recomendados para aliviar a ansiedade e manter a força muscular. Nessas fases, o pilates também pode ser uma boa opção de atividade física.
• Pós-cirúrgico
Exercícios de amplitude de movimento e alongamentos suaves são cruciais. Equipe da Harvard Medical School, em Cambridge, nos Estados Unidos, aconselha começar com alongamentos leves para prevenir rigidez e melhorar a mobilidade do ombro, essencial após a cirurgia de mama. Vale lembrar que os exercícios após qualquer procedimento cirúrgico, precisam ser avaliados e liberados pelo médico.
• Quimioterapia
Atividades moderadas, como ciclismo leve, podem ajudar na manutenção da energia e alívio dos efeitos colaterais.
• Exercícios e Hormonioterapia
Para pacientes submetidas à hormonioterapia (uso de bloqueador hormonal), os exercícios físicos desempenham um papel adicional. Sintomas como fogacho, fadiga e ganho de peso são comuns e podem ser aliviados com atividades regulares. Um estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, destaca que exercícios de resistência, como levantamento de peso com intensidade leve ou moderada, e treinamento de força são particularmente benéficos para aumentar a massa magra e combater a fadiga dessas pacientes.
Além disso, a prática de pilates e tai chi ajuda a melhorar a flexibilidade e reduzir o estresse, combatendo assim os efeitos psicológicos adversos da hormonioterapia. Artigo publicado no British Journal of Sports Medicine enfatiza que estes exercícios também melhoram a densidade óssea, um benefício crucial para mulheres que fazem hormonioterapia a longo prazo.
Não restam, portanto, dúvidas sobre o fato que incorporar exercícios físicos ao cotidiano é uma estratégia eficaz tanto para a prevenção quanto para auxiliar no tratamento do câncer de mama. Mas vale lembrar que é muito importante consultar um profissional de saúde para personalizar o plano de exercícios de acordo com as necessidades e a condição clínica de cada paciente. Fisiatras, fisioterapeutas e preparadores físicos devem trabalhar em conjunto para oferecer o melhor tipo de exercícios para cada paciente. Esses profissionais ajustarão a intensidade conforme a tolerância individual, garantindo segurança e eficácia à prática.
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