Para dar sequência ao conteúdo sobre sintomas na menopausa, eu vou falar aqui sobre
o que acontece com o sistema cardiovascular, ossos e músculos das mulheres nessa fase da vida
Dores musculares e articulares
Muitas mulheres percebem aumento das dores nas articulações, rigidez ao acordar e desconfortos musculares. O estrogênio exerce efeitos protetores sobre músculos, ossos e articulações. Sua redução pode favorecer processos inflamatórios e aumentar a percepção da dor.
A prática regular de exercícios físicos, especialmente musculação e atividades de fortalecimento, costuma trazer benefícios importantes.
Perda de massa muscular na menopausa
A diminuição do estrogênio favorece a redução gradual da massa muscular e da força física, processo conhecido como sarcopenia. Essa alteração pode dificultar atividades do dia a dia e contribuir para o ganho de peso.
A musculação, os exercícios resistidos e a ingestão adequada de proteínas são estratégias fundamentais para preservar a saúde muscular após a menopausa.
Osteopenia e osteoporose
A saúde óssea é uma das áreas mais afetadas pela queda hormonal. O estrogênio desempenha papel essencial na manutenção da densidade dos ossos. Quando seus níveis diminuem, a perda óssea se acelera.
Inicialmente pode surgir a osteopenia, considerada uma redução moderada da massa óssea. Sem acompanhamento adequado, ela pode evoluir para osteoporose, aumentando significativamente o risco de fraturas.
A prevenção inclui atividade física regular, especialmente exercícios com impacto e fortalecimento muscular, além da ingestão adequada de cálcio e vitamina D. Dependendo dos fatores de risco, o médico pode solicitar exames específicos e indicar tratamentos preventivos.
Palpitações cardíacas
Muitas mulheres relatam a sensação de que o coração está acelerado, batendo mais forte ou "pulando batidas" durante a menopausa. Essas palpitações geralmente estão relacionadas às oscilações hormonais, especialmente à queda dos níveis de estrogênio, que influencia o sistema cardiovascular e o sistema nervoso autônomo. Além das alterações hormonais, ansiedade, estresse, insônia e ondas de calor podem intensificar as palpitações.
Para lidar com o sintoma, é importante reduzir o consumo excessivo de cafeína, manter uma boa qualidade do sono e praticar atividades físicas regularmente. Como palpitações também podem estar associadas a doenças cardíacas, é fundamental procurar avaliação médica
Formigamentos e sensação de agulhadas
Sensações de formigamento, dormência ou pequenas "agulhadas" em diferentes partes do corpo durante a menopausa. Esses sintomas podem estar relacionados às alterações hormonais que afetam o funcionamento dos nervos periféricos e a circulação sanguínea. Além disso, a ansiedade frequentemente presente nessa fase pode contribuir para o surgimento dessas sensações.
A prática regular de atividades físicas, o controle do estresse e a manutenção de hábitos saudáveis costumam ajudar. No entanto, sintomas persistentes devem ser avaliados para descartar problemas neurológicos ou metabólicos.
Tonturas
Algumas mulheres relatam episódios de tontura, desequilíbrio ou sensação de que vão desmaiar durante a menopausa. Esses sintomas podem estar relacionados às ondas de calor, alterações vasculares, ansiedade, privação de sono ou mudanças hormonais que afetam o sistema nervoso.
Manter-se hidratada, alimentar-se adequadamente e evitar longos períodos em jejum são medidas que podem ajudar. Caso tenha tonturas, é importante realizar uma avaliação médica detalhada para identificar a causa exata.
Mãos e pés gelados
Embora menos conhecido, esse é um sintoma relatado por algumas mulheres durante a transição menopausal. A redução dos hormônios femininos pode alterar temporariamente a circulação sanguínea e os mecanismos que regulam a temperatura corporal, causando sensação de frio nas extremidades. Em alguns casos, o sintoma alterna com as ondas de calor, criando uma percepção de descontrole térmico.
Manter-se aquecida, praticar exercícios físicos e evitar o tabagismo pode ajudar a melhorar a circulação. Se o problema for persistente, é importante investigar outras possíveis causas, como anemia, alterações da tireoide ou problemas vasculares.