Novas terapias ampliam as possibilidades de tratamento, reduzem o risco de recorrência em grupos específicos e tornam o cuidado cada vez mais individualizado


O tratamento do câncer de mama vive uma transformação importante. Além da cirurgia, da radioterapia, da quimioterapia e da hormonioterapia, medicamentos desenvolvidos para agir sobre características específicas das células tumorais ampliam as possibilidades terapêuticas. Alguns podem ser utilizados antes da cirurgia, outros depois do procedimento e há aqueles indicados para a doença avançada ou metastática.

Esses avanços, porém, não utilizados para combater todos os tipos de câncer. A indicação depende de fatores como o estágio da doença, a presença de receptores hormonais, a expressão da proteína HER2, o risco de recorrência e os tratamentos já realizados.


Câncer de mama triplo-negativo: imunoterapia em situações específicas

O pembrolizumabe é uma das inovações importantes para pacientes com câncer de mama triplo-negativo, subtipo que não apresenta receptores de estrogênio e progesterona nem superexpressão de HER2.

No Brasil, a Anvisa aprovou o medicamento em combinação com quimioterapia para o tratamento neoadjuvante — realizado antes da cirurgia — de pacientes com câncer de mama triplo-negativo em estágio inicial e alto risco. Após a cirurgia, o pembrolizumabe pode ser mantido isoladamente como tratamento adjuvante, conforme o esquema aprovado.

A estratégia foi avaliada no estudo clínico KEYNOTE-522 e demonstrou benefícios em desfechos como resposta patológica completa e sobrevida livre de eventos. A indicação não se estende automaticamente a todos os tumores triplo-negativos: é necessário avaliar o estágio, o risco e as condições clínicas da paciente.


Fonte: Anvisa, indicação de pembrolizumabe para câncer de mama triplo-negativo, aprovada em 2022.



Inibidores de CDK4/6: mais opções para tumores com receptores hormonais positivos

Os inibidores de CDK4/6, como abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe, atuam sobre proteínas que participam do controle da divisão celular. São utilizados em combinação com terapia endócrina em determinados casos de câncer de mama com receptores hormonais positivos e HER2 negativo.

Na doença avançada ou metastática, essa combinação pode ajudar a controlar o crescimento tumoral e prolongar o tempo sem progressão da doença.

Um exemplo de indicação adjuvante é o abemaciclibe, que pode ser associado à hormonioterapia em pacientes com câncer de mama inicial, RH positivo e HER2 negativo, com linfonodos comprometidos e alto risco de recorrência, de acordo com os critérios clínicos aprovados. A incorporação dessa indicação ao rol da saúde suplementar foi publicada pela ANS em dezembro de 2025, com vigência a partir de janeiro de 2026.

Atenção: esses medicamentos não são intercambiáveis em todas as situações. A escolha depende da indicação específica de cada fármaco, do risco da doença e da avaliação médica.


Fonte: ANS, Resolução Normativa nº 660/2025.


Trastuzumabe deruxtecana: novos caminhos para o câncer HER2-positivo

Entre os avanços recentes está o trastuzumabe deruxtecana, um conjugado anticorpo-fármaco que combina um anticorpo direcionado ao HER2 com uma substância citotóxica. Essa tecnologia permite direcionar o medicamento às células que apresentam características moleculares específicas.

Em maio de 2026, a Anvisa aprovou seu uso em combinação com pertuzumabe como tratamento de primeira linha para pacientes adultas com câncer de mama HER2-positivo irressecável ou metastático. A aprovação foi baseada em resultados que demonstraram melhora da sobrevida livre de progressão em comparação com o esquema de referência avaliado no estudo DESTINY-Breast09.

Outra ampliação relevante foi aprovada em julho de 2026: o trastuzumabe deruxtecana passou a ter indicação adjuvante para pacientes com câncer de mama HER2-positivo que apresentam doença invasiva residual após tratamento neoadjuvante com trastuzumabe, com ou sem pertuzumabe, associado à quimioterapia baseada em taxanos.

Isso significa que a presença de doença residual após o tratamento inicial pode levar a uma mudança na estratégia terapêutica. A indicação, entretanto, exige confirmação do HER2 positivo e avaliação dos critérios clínicos específicos.

O medicamento também possui indicações próprias para determinados casos de câncer de mama metastático com HER2 de baixa ou ultrabaixa expressão. Esses grupos não devem ser confundidos com o HER2-positivo clássico.


Fonte: Anvisa, novas indicações de trastuzumabe deruxtecana, 2025 e 2026.


Prevenção e diagnóstico precoce continuam essenciais

Embora as terapias inovadoras ampliem as possibilidades de tratamento, prevenir o câncer de mama e identificar a doença precocemente continuam sendo prioridades.

Manter um peso saudável, praticar atividade física, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar são medidas que reduzem o risco de câncer. Mulheres com histórico familiar importante ou suspeita de predisposição hereditária podem se beneficiar de avaliação especializada e, quando indicada, investigação genética.

A mamografia também permanece fundamental para o rastreamento. No SUS, a recomendação populacional é realizá-la a cada dois anos entre 50 e 74 anos. A Sociedade Brasileira de Mastologia, por sua vez, indica a realização do exame todo ano a partir dos 40. Mulheres com sintomas suspeitos ou risco elevado podem precisar de investigação e acompanhamento individualizados, independentemente dessa faixa etária.


Informação e individualização caminham juntas

Os avanços da oncologia oferecem novas possibilidades, mas nenhum medicamento é indicado para todas as pacientes. A definição do tratamento exige análise dos exames anatomopatológicos, dos biomarcadores, do estágio da doença e das condições clínicas individuais.

Consultar regularmente um mastologista, manter os exames em dia e discutir os fatores de risco são atitudes fundamentais. A medicina está avançando para tratamentos cada vez mais personalizados, e o acesso à informação confiável ajuda cada mulher a compreender as opções disponíveis para o seu caso.

Câncer de mama: avanços no tratamento e na prevenção que já fazem diferença

Novas terapias ampliam as possibilidades de tratamento, reduzem o risco de recorrência em grupos específicos e tornam o cuidado cada vez mais individualizado


O tratamento do câncer de mama vive uma transformação importante. Além da cirurgia, da radioterapia, da quimioterapia e da hormonioterapia, medicamentos desenvolvidos para agir sobre características específicas das células tumorais ampliam as possibilidades terapêuticas. Alguns podem ser utilizados antes da cirurgia, outros depois do procedimento e há aqueles indicados para a doença avançada ou metastática.

Esses avanços, porém, não utilizados para combater todos os tipos de câncer. A indicação depende de fatores como o estágio da doença, a presença de receptores hormonais, a expressão da proteína HER2, o risco de recorrência e os tratamentos já realizados.


Câncer de mama triplo-negativo: imunoterapia em situações específicas

O pembrolizumabe é uma das inovações importantes para pacientes com câncer de mama triplo-negativo, subtipo que não apresenta receptores de estrogênio e progesterona nem superexpressão de HER2.

No Brasil, a Anvisa aprovou o medicamento em combinação com quimioterapia para o tratamento neoadjuvante — realizado antes da cirurgia — de pacientes com câncer de mama triplo-negativo em estágio inicial e alto risco. Após a cirurgia, o pembrolizumabe pode ser mantido isoladamente como tratamento adjuvante, conforme o esquema aprovado.

A estratégia foi avaliada no estudo clínico KEYNOTE-522 e demonstrou benefícios em desfechos como resposta patológica completa e sobrevida livre de eventos. A indicação não se estende automaticamente a todos os tumores triplo-negativos: é necessário avaliar o estágio, o risco e as condições clínicas da paciente.


Fonte: Anvisa, indicação de pembrolizumabe para câncer de mama triplo-negativo, aprovada em 2022.



Inibidores de CDK4/6: mais opções para tumores com receptores hormonais positivos

Os inibidores de CDK4/6, como abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe, atuam sobre proteínas que participam do controle da divisão celular. São utilizados em combinação com terapia endócrina em determinados casos de câncer de mama com receptores hormonais positivos e HER2 negativo.

Na doença avançada ou metastática, essa combinação pode ajudar a controlar o crescimento tumoral e prolongar o tempo sem progressão da doença.

Um exemplo de indicação adjuvante é o abemaciclibe, que pode ser associado à hormonioterapia em pacientes com câncer de mama inicial, RH positivo e HER2 negativo, com linfonodos comprometidos e alto risco de recorrência, de acordo com os critérios clínicos aprovados. A incorporação dessa indicação ao rol da saúde suplementar foi publicada pela ANS em dezembro de 2025, com vigência a partir de janeiro de 2026.

Atenção: esses medicamentos não são intercambiáveis em todas as situações. A escolha depende da indicação específica de cada fármaco, do risco da doença e da avaliação médica.


Fonte: ANS, Resolução Normativa nº 660/2025.


Trastuzumabe deruxtecana: novos caminhos para o câncer HER2-positivo

Entre os avanços recentes está o trastuzumabe deruxtecana, um conjugado anticorpo-fármaco que combina um anticorpo direcionado ao HER2 com uma substância citotóxica. Essa tecnologia permite direcionar o medicamento às células que apresentam características moleculares específicas.

Em maio de 2026, a Anvisa aprovou seu uso em combinação com pertuzumabe como tratamento de primeira linha para pacientes adultas com câncer de mama HER2-positivo irressecável ou metastático. A aprovação foi baseada em resultados que demonstraram melhora da sobrevida livre de progressão em comparação com o esquema de referência avaliado no estudo DESTINY-Breast09.

Outra ampliação relevante foi aprovada em julho de 2026: o trastuzumabe deruxtecana passou a ter indicação adjuvante para pacientes com câncer de mama HER2-positivo que apresentam doença invasiva residual após tratamento neoadjuvante com trastuzumabe, com ou sem pertuzumabe, associado à quimioterapia baseada em taxanos.

Isso significa que a presença de doença residual após o tratamento inicial pode levar a uma mudança na estratégia terapêutica. A indicação, entretanto, exige confirmação do HER2 positivo e avaliação dos critérios clínicos específicos.

O medicamento também possui indicações próprias para determinados casos de câncer de mama metastático com HER2 de baixa ou ultrabaixa expressão. Esses grupos não devem ser confundidos com o HER2-positivo clássico.


Fonte: Anvisa, novas indicações de trastuzumabe deruxtecana, 2025 e 2026.


Prevenção e diagnóstico precoce continuam essenciais

Embora as terapias inovadoras ampliem as possibilidades de tratamento, prevenir o câncer de mama e identificar a doença precocemente continuam sendo prioridades.

Manter um peso saudável, praticar atividade física, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar são medidas que reduzem o risco de câncer. Mulheres com histórico familiar importante ou suspeita de predisposição hereditária podem se beneficiar de avaliação especializada e, quando indicada, investigação genética.

A mamografia também permanece fundamental para o rastreamento. No SUS, a recomendação populacional é realizá-la a cada dois anos entre 50 e 74 anos. A Sociedade Brasileira de Mastologia, por sua vez, indica a realização do exame todo ano a partir dos 40. Mulheres com sintomas suspeitos ou risco elevado podem precisar de investigação e acompanhamento individualizados, independentemente dessa faixa etária.


Informação e individualização caminham juntas

Os avanços da oncologia oferecem novas possibilidades, mas nenhum medicamento é indicado para todas as pacientes. A definição do tratamento exige análise dos exames anatomopatológicos, dos biomarcadores, do estágio da doença e das condições clínicas individuais.

Consultar regularmente um mastologista, manter os exames em dia e discutir os fatores de risco são atitudes fundamentais. A medicina está avançando para tratamentos cada vez mais personalizados, e o acesso à informação confiável ajuda cada mulher a compreender as opções disponíveis para o seu caso.


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